Protocolo de Extermínio chega aos cinemas brasileiros em 1º de outubro de 2026 com uma premissa que não perde tempo: uma ex-sniper do Exército precisa proteger a filha pequena quando supersoldados geneticamente modificados escapam de uma instalação secreta no deserto. Dirigido por Adam Wingard, o longa mistura ação, ficção científica, suspense e terror em apenas 1h32min, colocando Adria Arjona no centro de uma história de sobrevivência em que maternidade e treinamento militar deixam de pertencer a partes diferentes da vida.
Produzido pela A24 e distribuído no Brasil pela Diamond Films, Protocolo de Extermínio marca o retorno de Wingard ao cinema de gênero mais compacto depois de comandar produções gigantescas como Godzilla vs. Kong e Godzilla e Kong: O Novo Império. Ao lado de Dan Stevens, Rebecca Hall, Drew Starkey, Michael Biehn, Reginald VelJohnson e do brasileiro Alex “Poatan” Pereira, o diretor constrói deliberadamente uma espécie de filme B de luxo: muito sangue, referências ao cinema de ação dos anos 1980, monstros humanos quase indestrutíveis e uma protagonista obrigada a voltar a ser a combatente que tentou deixar para trás.
Quem está no elenco e quais os dilemas dos personagens?

Por baixo dos tiros, Protocolo de Extermínio possui uma ideia bastante simples: Celeste sabe matar, mas aquilo que realmente a coloca novamente em combate é a necessidade de manter a filha viva.
Essa diferença é importante. Ela não entra nessa guerra para cumprir ordens ou conquistar uma missão. Entra porque não existe outra saída.
Adria Arjona interpreta Celeste
Celeste é uma veterana do Exército e ex-sniper que vive com a filha, Daisy, em uma comunidade de trailers no deserto.
O passado militar continua presente. Celeste convive com lembranças traumáticas da guerra e mantém armas guardadas em casa, mas sua rotina já não é a de uma combatente.
Até que o perigo chega praticamente à sua porta.
Quando três supersoldados produzidos em uma instalação militar escapam, o treinamento que ela gostaria de manter no passado volta a ser sua principal ferramenta de sobrevivência. A ameaça não é abstrata: Daisy está com ela.
Adria Arjona encontra justamente nessa contradição a força da personagem.
Celeste pode manejar armas, reconhecer riscos e reagir sob pressão. Ainda assim, seu medo mais profundo é extremamente humano: não conseguir proteger a própria filha.
Blake Kennedy interpreta Daisy
Daisy é a filha pequena de Celeste e o centro emocional da batalha.
A personagem poderia funcionar apenas como motivo para a heroína entrar em ação, mas sua presença modifica a natureza de todas as decisões.
Celeste não pode simplesmente atacar.
Precisa atacar, fugir, calcular e cuidar ao mesmo tempo.
Essa relação entre mãe e filha oferece ao filme aquilo que sua estrutura de ação precisa para não virar apenas uma sequência de confrontos. Blake Kennedy interpreta Daisy.
Alex Pereira interpreta The Butcher
O brasileiro Alex “Poatan” Pereira estreia nesse universo como The Butcher, a figura mais imponente entre os supersoldados.
O campeão do UFC praticamente não precisa de longos discursos para comunicar perigo. A própria presença física é utilizada pelo filme para construir um inimigo que parece difícil de deter.
The Butcher lidera o grupo de combatentes geneticamente alterados que foge do experimento e transforma o deserto em uma zona de caça.
Para o público brasileiro, sua participação é também uma curiosidade importante: Protocolo de Extermínio coloca Poatan dentro de uma produção da A24 justamente num papel que depende de força, movimentação e ameaça corporal.
Dan Stevens e Rebecca Hall interpretam Hans e Hanna Kammler
Dan Stevens aparece como Hans Kammler, cientista diretamente relacionado ao programa responsável pelos supersoldados.
Rebecca Hall interpreta Hanna Kammler, sua parceira no projeto.
Os dois representam o outro lado da ameaça: os monstros podem estar soltos no deserto, mas alguém decidiu criá-los.
Wingard e Simon Barrett utilizam esse núcleo para trazer ao filme uma dose deliberadamente exagerada de cientista louco, conspiração militar e exploração de soldados — ingredientes que aproximam Protocolo de Extermínio dos filmes de ação e terror que povoavam videolocadoras nos anos 1980 e 1990.
Drew Starkey é Cyrus
Drew Starkey interpreta Cyrus, uma espécie de agente encarregado de lidar com as consequências do desastre.
Ele pertence ao lado mais excêntrico do longa: um personagem visualmente extravagante e imprevisível que amplia a sensação de que estamos dentro de uma realidade propositalmente exagerada.
O elenco ainda reúne Eric Wareheim como Kovacks, Reginald VelJohnson como Josiah e Michael Biehn como Baylor.
Ficha Técnico-Editorial de Protocolo de Extermínio
| Informação | Detalhes |
|---|---|
| Título nacional | Protocolo de Extermínio |
| Título original | Onslaught |
| Ano | 2026 |
| Estreia no Brasil | 1º de outubro de 2026 |
| Gêneros | Ação, ficção científica, suspense e terror |
| Direção | Adam Wingard |
| História | Adam Wingard e Simon Barrett |
| Roteiro | Simon Barrett |
| Elenco principal | Adria Arjona, Dan Stevens e Alex Pereira |
| Outros nomes | Rebecca Hall, Drew Starkey, Michael Biehn, Reginald VelJohnson e Eric Wareheim |
| Personagem principal | Celeste |
| Fotografia | Oren Soffer |
| Montagem | Adam Avery e Josh Schaeffer |
| Design de produção | Tom Hammock |
| Figurino | Alexis Forte |
| Música | Matthew Pusti |
| Produção | A24, Ryder Picture Company, Lyrical Media e parceiros |
| País | Estados Unidos |
| Idioma | Inglês |
| Duração | 1h32min |
| Classificação no Brasil | 18 anos |
| Distribuição brasileira | Diamond Films |
| Onde assistir | Cinemas |
A Trama e o Impacto: Quando o Passado Militar Volta Para Dentro de Casa
O experimento saiu de controle.
Homens geneticamente modificados para funcionar como máquinas de guerra conseguem escapar de uma base secreta e começam a deixar um rastro de destruição.
Eles não são inimigos comuns.
Foram criados para suportar violência, executar ordens e eliminar alvos.
Celeste possui treinamento suficiente para compreender imediatamente o tamanho da ameaça.
Só que existe uma diferença enorme entre enfrentar combatentes durante uma missão e proteger uma criança em território civil.
O que antes era profissão agora é maternidade.
É daí que Protocolo de Extermínio retira sua urgência.
A protagonista não está tentando impedir uma conspiração internacional. Sua prioridade imediata é muito menor — e justamente por isso mais emocional.
Daisy precisa sobreviver.
Adam Wingard retorna ao tipo de cinema que o revelou
Protocolo de Extermínio também funciona como reencontro de Adam Wingard com suas origens.
Antes de comandar batalhas entre Godzilla e Kong, o cineasta ficou conhecido por produções como Você é o Próximo e O Hóspede.
O próprio diretor descreveu o novo filme como uma espécie de retorno à própria identidade criativa depois de uma década trabalhando com grandes franquias. As filmagens, realizadas no Novo México, inclusive levaram Wingard novamente à região onde havia trabalhado em O Hóspede.
As referências assumidas incluem Assault on Precinct 13, Tremors e os filmes de O Exterminador do Futuro.
Wingard chamou a proposta de um “filme B com acabamento A+”: violência exagerada, personagens excêntricos e uma produção visualmente mais sofisticada do que a estrutura propositalmente pulp da história sugeriria.
A Atmosfera Visual e Sonora
O deserto é essencial para Protocolo de Extermínio.
As filmagens principais ocorreram em Albuquerque, Novo México, e a fotografia de Oren Soffer utiliza estradas vazias, terrenos secos e comunidades isoladas para ampliar a sensação de que Celeste não poderá simplesmente esperar ajuda chegar.
Wingard e o designer de produção Tom Hammock montaram um grande painel de referências cinematográficas durante a pré-produção.
O diretor admitiu que Protocolo de Extermínio é, em certa medida, um “filme sobre filmes”: sua estética nasce conscientemente de décadas de ação, slasher, ficção científica militar e cinema de exploração.
Isso aparece nos óculos, armas, carros, figurinos, enquadramentos e na maneira como os vilões são apresentados quase como assassinos de slasher.
A diferença é que, em vez de facas, eles carregam armamento militar.
A classificação brasileira de 18 anos também faz sentido dentro dessa proposta. O filme contém violência sangrenta, gore, conteúdo sexual, nudez e linguagem forte.
Vale a pena assistir a Protocolo de Extermínio?
Protocolo de Extermínio sabe exatamente o tipo de experiência que deseja oferecer.
Não é ficção científica preocupada em construir uma explicação detalhada para cada etapa do experimento genético.
Também não é um drama militar realista.
É uma mistura deliberadamente exagerada de ação, terror, slasher e filme de sobrevivência, construída ao redor de uma protagonista que precisa atravessar um exército para manter a filha viva.
Adria Arjona é o elemento que ajuda a sustentar essa combinação.
As primeiras críticas internacionais têm sido divididas. Há elogios à presença da atriz e ao espírito de filme B, mas também críticas ao roteiro pouco desenvolvido e à sensação de que algumas ideias poderiam ter sido exploradas com mais intensidade. O Rotten Tomatoes registrava cerca de 60% de aprovação crítica no início de outubro.
Para quem espera profundidade psicológica ou uma ficção científica complexa, provavelmente não é essa a proposta.
Mas para quem gosta de ação brutal, estética oitentista, supersoldados, sobrevivência e protagonistas femininas capazes de ocupar fisicamente o centro de um filme de gênero, Protocolo de Extermínio entrega uma sessão curta e assumidamente violenta.
E há uma ideia simples que mantém tudo funcionando:
Celeste não precisa salvar o mundo. Para ela, salvar a filha já significa salvar tudo.
Recomendação Prática
- Para quem é: fãs de ação, terror, ficção científica militar, slashers e filmes de sobrevivência.
- Pontos fortes: Adria Arjona no protagonismo, estética de filme B, ritmo compacto e a presença de Alex Pereira como ameaça física.
- Duração: 1h32min.
- Onde assistir: nos cinemas brasileiros a partir de 1º de outubro de 2026.
- Classificação: 18 anos.
- Antes de assistir: espere violência gráfica, sangue, gore, conteúdo sexual e linguagem forte.
- Dica: quem gosta de O Hóspede, Você é o Próximo, O Exterminador do Futuro e ação dos anos 1980 provavelmente reconhecerá várias referências.
Assistir a Protocolo de Extermínio nos cinemas e por canais oficiais é também uma maneira de valorizar o trabalho de atores, cineastas, técnicos, equipes de efeitos e profissionais que transformam uma produção de gênero em experiência audiovisual.




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