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Infiltrado na Klan: História Real Por Trás do Filme

Perca-se na história verdadeira de Infiltrado na Klan, com John David Washington - o ótimo e premiado filme de Spike Lee.

Infiltrado na Klan é indiscutivelmente um excelente filme, com uma das classificações mais altas no Rotten Tomatoes. De acordo com o consenso crítico que declara: “Infiltrado na Klan usa a história para oferecer comentários mordazes sobre eventos atuais – e traz à tona alguns dos trabalhos mais contundentes de Spike Lee em décadas ao longo do caminho.”

Infiltrado na Klan narra a história de Ron Stallworth (John David Washington). Ele é um policial negro que engana a divisão local da Ku Klux Klan e o Grande Mago David Duke, fazendo-os acreditar que ele é um homem branco. Com a ajuda de seu colega Flip Zimmerman (Adam Driver), ele se infiltra e expõe o capítulo local da KKK. Parece quase inacreditável para ser real, mas se baseia nas memórias de 2014, “Black Klansman”, escritas pelo próprio Stallworth. No entanto, quão fiel o filme é à história real?

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O Homem por Trás de ‘Infiltrado na Klan‘ Ingressou na Polícia em 1974

Em 1974 (o filme se passa em 1972), Ron Stallworth prestou juramento como policial de Colorado Springs aos 21 anos. Ele foi o primeiro afro-americano a se formar no Programa de Cadetes da Polícia. Sua primeira missão disfarçada foi em um discurso do líder dos Panteras Negras, Stokely Carmichael.

Após o evento, Stallworth, vestido com blazer, calças boca de sino, um fio e um afro, se aproximou de Carmichael. O mesmo o aconselhou a “se armar e se preparar porque a revolução está chegando”. O encontro é dramatizado no filme — a citação está correta, mas o interesse amoroso interpretado por Laura Harrier não existiu.

Meses depois, Stallworth se tornou o assunto de outro “feito”, o mais jovem e o primeiro detetive negro disfarçado de narcóticos na história do departamento. Parte de seu trabalho envolvia ler jornais locais, procurando indícios de atividades suspeitas. Em 1978, Stallworth encontrou algo que chamou sua atenção: um anúncio classificado para um capítulo local da Ku Klux Klan.

Ele enviou uma carta cheia de racismo para a caixa postal listada, pedindo mais informações sobre a organização. Stallworth ficou surpreso quando a carta não resultou em um panfleto, mas sim em uma ligação duas semanas depois.

A Investigação de ‘Infiltrado na Klan‘ Foi um Sucesso

No decorrer dos sete meses, Stallworth, ao transmitir os planos da Klan à polícia local, impediu três queimas de cruzes. Além disso, ele xpôs membros da KKK no exército e no Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte. Ademais, frustrou os planos da Klan de bombardear dois bares gays em Denver. Stallworth nunca teve a chance de dizer pessoalmente a Duke que ele foi enganado, como no filme.

Em vez disso, só em 2006 Duke tomou conhecimento da história, que ele afirmou não ser válida até ser confrontado com a evidência. O filme termina de maneira poderosa, mostrando Patrice e Stallworth observando uma cruz em chamas em uma colina próxima, cercada por membros da KKK, antes de cortar para imagens do comício “Unite the Right” de 2017 em Charlottesville, o atropelamento que tirou a vida de Heather Heyer e cenas do repugnante “clássico” racista de D.W. Griffith, “O Nascimento de uma Nação”.

Stallworth, em entrevista à Business Insider, resume a representação vívida de Lee sobre como o racismo mudou pouco desde o lançamento do filme de Griffith com um final poderoso: “Grupos como a Ku Klux Klan, Neo-Nazistas, Skinheads, Alt-Right, chame-os como quiser, eles são basicamente todos iguais.

Precisamos estar cientes de quem são, o que são, por que são, e precisamos abordar essas questões quando surgirem. Muitas pessoas têm medo de falar sobre a questão racial. Devemos estar dispostos a abordá-la e, mais importante, quando ela aparecer, devemos estar dispostos a tomar uma posição e tentar eliminá-la, seja qual for a ação em um momento específico.”

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Magui Schneider

Magui Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.

Fã de filmes e séries investigativos, suspense psicológico, comédias, dramas e ação.

Minhas séries favoritas são La Casa de Papel, The Sinner, Sense8, Stranger Things, O Mundo Sombrio de Sabrina, Black Mirror, Lúcifer, Orange Is The New Black, Vis a Vis, Desejo Sombrio, Três Vidas, entre outras.

Já meus filmes favoritos são Jurassik Park, Bird Box, O Limite da Traição, Imperdoável, entre outros.
Amo os filmes de ação com The Rock.

Para relaxar, gosto de uma boa comédia pastelão, incluindo As Branquelas e Os Farofeiros. E como fã incondicional de Paulo Gustavo, sou muito fã de todos os filmes "Minha Mãe é uma Peça".