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The Ones Who Live redefine o significado de ‘os mortos que caminham’ em TWD

Após 14 anos, The Walking Dead continua a surpreender e redefinir os limites narrativos dentro de seu universo apocalíptico. A revelação mais recente vem do episódio 4 de The Walking Dead: The Ones Who Live: a verdadeira identidade dos “mortos que caminham”.

Desde suas origens, a série flertou com a ideia de que “os mortos que caminham” podem ser tanto os zumbis quanto os sobreviventes. A luta diária pela sobrevivência em um mundo desmoronado cobra um preço emocional e moral, levando os personagens a adotarem comportamentos extremos.

Na 5ª temporada, Rick proclama: “Nós somos os mortos que caminhamos“, referindo-se ao desgaste emocional e moral dos sobreviventes. Mas o retorno de Rick à franquia e seu desabafo a Michonne revelam uma camada ainda mais profunda e sombria dessa analogia.

Rick: um “morto que caminha” entre os vivos

No episódio em questão, Rick compartilha a angústia de sua existência no CRM, uma organização militar que o separa de seus entes queridos. Ele descreve como a perda da capacidade de sonhar com pessoas como Carl e Michonne o levou a um estado onde se vê forçado a “estar morto e viver“.

Sua situação é um contraponto direto ao otimismo manifestado por Daryl no episódio final da série original. Ele afirma que “nós não somos os mortos que caminhamos“, revelando uma evolução e superação das adversidades. Mas a situação de Rick mostra que ainda existem dilemas morais e emocionais que desafiam os sobreviventes.

Um novo significado para a franquia

Ao retratar Rick Grimes como um símbolo dos “mortos que caminham”, The Ones Who Live não apenas honra o legado complexo de seu personagem. Mas também expande o escopo temático da franquia, explorando a identidade profunda do trauma humano e a perda de meio ao caos.

Este novo significado enriquece a narrativa de Mortos-vivos, reafirmando sua relevância e capacidade de evolução, mesmo após uma década e meia de sua concepção.

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Magui Schneider

Magui Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.

Fã de filmes e séries investigativos, suspense psicológico, comédias, dramas e ação.

Minhas séries favoritas são La Casa de Papel, The Sinner, Sense8, Stranger Things, O Mundo Sombrio de Sabrina, Black Mirror, Lúcifer, Orange Is The New Black, Vis a Vis, Desejo Sombrio, Três Vidas, entre outras.

Já meus filmes favoritos são Jurassik Park, Bird Box, O Limite da Traição, Imperdoável, entre outros.
Amo os filmes de ação com The Rock.

Para relaxar, gosto de uma boa comédia pastelão, incluindo As Branquelas e Os Farofeiros. E como fã incondicional de Paulo Gustavo, sou muito fã de todos os filmes "Minha Mãe é uma Peça".