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Napoleão: Quanto do filme de Ridley Scott é real?

'Napoleão' é um drama histórico que mergulha na vida do imperador francês, mas não se restringe a uma biografia.

O aguardado filme dirigido por Ridley Scott, ‘Napoleão‘ (2023), traz uma visão única sobre a vida do imperador francês. Com Joaquin Phoenix no papel principal, o filme mergulha na ascensão e queda de Napoleão Bonaparte. Enquanto os espectadores se preparam para uma jornada épica, surge a pergunta: o quanto dessa história é real e o quanto é fruto da liberdade criativa?

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A Inspiração por Trás de Napoleão: Uma Jornada Histórica

‘Napoleão’ é, em sua essência, inspirado na vida real do comandante militar e imperador francês. Nascido em 1769, Napoleão se destacou durante a Revolução Francesa e, posteriormente, foi coroado imperador em 1804.

Seu reinado, marcado por batalhas grandiosas e reviravoltas políticas, chegou ao fim em 1814, apenas para ser retomado brevemente em 1815 antes da derrota final em Waterloo. Exilado em Santa Helena, Napoleão faleceu em 1821.

A Complexidade de Napoleão Além das Batalhas

Contrariando as expectativas de um enfoque puramente militar, Ridley Scott, o diretor, quis explorar a relação complexa entre Napoleão e Lady Josephine. O roteirista David Scarpa, ao criar o roteiro, destacou não apenas as batalhas militares, mas também o romance e a vida privada de Napoleão. O filme aborda seis das 81 batalhas que marcaram sua carreira, incluindo a Batalha de Waterloo.

Para Scott, a conquista militar não era o ponto central; ele queria explorar a guerra romântica entre Napoleão e Josephine. O diretor afirmou: “Ele conquistou o mundo para tentar conquistar o amor dela, e quando não conseguiu, conquistou o mundo para destruí-la e se destruiu no processo.” Essa abordagem revela a vulnerabilidade do líder francês.

História Real e Licenças Cinematográficas: Uma Dança Delicada

Para garantir a precisão histórica, Scott colaborou com Michael Broers, historiador britânico e professor de História Europeia Ocidental em Oxford. A consultoria abordou detalhes de batalhas, motivações dos inimigos e aliados de Napoleão. Apesar disso, o filme recebeu críticas por algumas imprecisões históricas, como eventos fora de ordem cronológica e detalhes cosméticos.

O filme, apesar das licenças cinematográficas, não é uma biografia literal. Scott, ciente das divergências históricas sobre Napoleão, admitiu tomar certas liberdades para criar eventos e fatos de forma cinematográfica. O resultado é uma obra emocionante, adornada com batalhas épicas e uma carga realista, mas pontuada por algumas imprecisões.

A visão de Ridley Scott traz uma narrativa que destaca a complexidade de Napoleão, equilibrando conquistas militares com a intimidade de suas relações. Apesar de algumas imprecisões históricas, o filme oferece uma experiência cativante, revelando o lado humano por trás do líder impiedoso. Prepare-se para uma jornada que vai além das batalhas, explorando os matizes emocionais de Napoleão Bonaparte.

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Magui Schneider

Magui Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.

Fã de filmes e séries investigativos, suspense psicológico, comédias, dramas e ação.

Minhas séries favoritas são La Casa de Papel, The Sinner, Sense8, Stranger Things, O Mundo Sombrio de Sabrina, Black Mirror, Lúcifer, Orange Is The New Black, Vis a Vis, Desejo Sombrio, Três Vidas, entre outras.

Já meus filmes favoritos são Jurassik Park, Bird Box, O Limite da Traição, Imperdoável, entre outros.
Amo os filmes de ação com The Rock.

Para relaxar, gosto de uma boa comédia pastelão, incluindo As Branquelas e Os Farofeiros. E como fã incondicional de Paulo Gustavo, sou muito fã de todos os filmes "Minha Mãe é uma Peça".