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Por que Frozen 4 e outras sequências da Disney não deveriam acontecer?

A Disney corre o risco de 'excesso de produto'? Entenda como a franquia Frozen 4 coloca em dúvida essa grande estratégia.

O reino congelado de Frozen parece destinado a se estender ainda mais, com Frozen 3 já em desenvolvimento e, surpreendentemente, Frozen 4 também já em andamento. Contudo, essa tendência de sequências frequentes levanta preocupações sobre a saturação do mercado. Este artigo explora a situação atual da Disney, especialmente no que diz respeito às contínuas produções de sequências, e questiona se depender demais dessas “certezas” pode ser um plano de negócios confiável.

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A Epidemia de Sequências

Nos últimos anos, a Disney tem enfrentado desafios tanto em termos de recepção crítica quanto de lucratividade financeira. O aumento no número de sequências de diversas franquias, incluindo Frozen, levanta questões sobre a sustentabilidade dessa estratégia. O risco de “excesso de produto” pode prejudicar mesmo as propriedades mais bem-sucedidas.

Frozen 2 foi lançado em 2019, seis anos após o primeiro filme. A espera entre o segundo e o terceiro filmes será a mesma, com Frozen III programado para 2025. A revelação de Frozen 4 indica uma possível saturação do mercado com uma frequência tão alta de sequências, especialmente quando outros filmes como Inside Out 2 também estão em produção.

Lições de Marvel e Star Wars

Analisando as experiências de Marvel e Star Wars, ambas sob o guarda-chuva da Disney, observamos uma crescente quantidade de conteúdo, mas não necessariamente uma melhoria na qualidade. O cansaço do público diante de uma oferta excessiva pode resultar em menor interesse e recepção. O exemplo de Star Wars e Marvel serve como alerta para a Disney em relação à gestão de suas propriedades mais valiosas.

O lançamento de sequências, como Toy Story 4, levanta questionamentos sobre a necessidade e a qualidade dessas continuações. A possibilidade de serem percebidas como “capturas de dinheiro” pode prejudicar a reputação das franquias. A recente recepção negativa ao spinoff Lightyear destaca os perigos de diluir uma propriedade até o ponto de perder seu apelo original.

O Desafio dos Conteúdos Excessivos

A saturação do mercado pode dificultar o acompanhamento das histórias pelos espectadores, levando a uma perda gradual da audiência casual. A qualidade muitas vezes cede lugar à quantidade, resultando em um declínio percebido nas franquias. O equilíbrio entre oferta e demanda é crucial para manter o interesse e a vitalidade das propriedades da Disney.

Embora Frozen 3 e outros próximos projetos possam ter sucesso inicial, é vital que a Disney não dependa exclusivamente de sequências para manter seu sucesso a longo prazo. A criação de novas franquias e filmes originais é essencial para atrair novas gerações de espectadores. A empresa precisa equilibrar a nostalgia com a inovação, utilizando os sucessos das sequências como base para construir um futuro diversificado e duradouro no mundo mágico da animação.

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Magui Schneider

Magui Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.

Fã de filmes e séries investigativos, suspense psicológico, comédias, dramas e ação.

Minhas séries favoritas são La Casa de Papel, The Sinner, Sense8, Stranger Things, O Mundo Sombrio de Sabrina, Black Mirror, Lúcifer, Orange Is The New Black, Vis a Vis, Desejo Sombrio, Três Vidas, entre outras.

Já meus filmes favoritos são Jurassik Park, Bird Box, O Limite da Traição, Imperdoável, entre outros.
Amo os filmes de ação com The Rock.

Para relaxar, gosto de uma boa comédia pastelão, incluindo As Branquelas e Os Farofeiros. E como fã incondicional de Paulo Gustavo, sou muito fã de todos os filmes "Minha Mãe é uma Peça".