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Esse foi o momento mais poderoso da ‘Barbie’

Era uma vez, em uma época pós-moderna, um filme que gerou ondas de expectativa e curiosidade. Falamos aqui de “Barbie”, a obra cinematográfica dirigida por Greta Gerwig que tem chamado a atenção de cinéfilos ao redor do mundo. Antecipado como uma das estreias mais importantes do ano, este filme está cumprindo o que prometeu, encantando a crítica e o público com uma abordagem inovadora e provocativa.

A Barbie segundo Greta Gerwig

A protagonista do filme, batizada de Barbie Estereotipada, é uma loira radiante e generosa, sem uma carreira específica, mas feliz em receber amigos em sua Dreamhouse. Em seu mundo de Barbieland, uma sociedade matriarcal utópica, Barbie enfrenta uma crise existencial quando seus pés, de repente, ficam planos e ela começa a ter pensamentos sobre a mortalidade. Ela então embarca em uma jornada para o mundo real, em busca da garota que brinca com ela para ajudá-la a redescobrir a alegria.

Ao lado de seu Ken (interpretado por Ryan Gosling), Barbie enfrenta uma realidade desconhecida e desafiadora, cheia de inseguranças e emoções intensas que Barbieland nunca lhe proporcionou. Para o horror de Barbie e o encanto de Ken, eles descobrem que o mundo real é dominado por homens, um conceito que gera desconforto e fascínio na protagonista.

Enfrentando a realidade: patriarcado e autodescoberta

A incursão de Barbie no mundo real permite a Gerwig explorar conceitos complexos, como o patriarcado, a mortalidade e o que significa ser uma mulher na sociedade contemporânea. Uma das cenas mais poderosas do filme ocorre quando Barbie, sentada em um banco de praça, se depara com uma mulher mais velha. Nesse momento, Barbie, que nunca antes tinha visto uma mulher envelhecer, fica fascinada e diz à mulher que ela é linda, quebrando os estereótipos tradicionais de beleza e idade.

Envelhecimento e beleza: um novo olhar

Essa cena em particular é crucial para o entendimento da mensagem central do filme. Ela desafia a ideia de que a beleza feminina diminui com a idade, uma noção propagada por uma sociedade que valoriza a juventude acima de tudo. Em contraste, Gerwig celebra o envelhecimento como um privilégio e a beleza que vem com a experiência e a maturidade. Através de Barbie, ela nos lembra de abraçar a imperfeição da vida real e a beleza do envelhecimento.

Barbie e a celebração da vida

No final do filme, Barbie percebe que, apesar da vida real não durar para sempre, é essa efemeridade que a torna especial. Ela prefere essa realidade à sua existência plástica, dando ao público uma mensagem poderosa sobre a aceitação da vida, da morte e de si mesma.

“Barbie” é uma obra que explora as ideias complexas do patriarcado, da mortalidade e do que significa ser mulher, jogando luz sobre as pressões que as mulheres enfrentam na sociedade. Com sua abordagem inovadora e provocativa, Gerwig nos convida a apreciar a imperfeição da vida real e a beleza do envelhecimento, numa celebração ao feminino e ao poder transformador da autoaceitação.

“Barbie” está em cartaz nos cinemas.

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Magui Schneider

Magui Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.

Fã de filmes e séries investigativos, suspense psicológico, comédias, dramas e ação.

Minhas séries favoritas são La Casa de Papel, The Sinner, Sense8, Stranger Things, O Mundo Sombrio de Sabrina, Black Mirror, Lúcifer, Orange Is The New Black, Vis a Vis, Desejo Sombrio, Três Vidas, entre outras.

Já meus filmes favoritos são Jurassik Park, Bird Box, O Limite da Traição, Imperdoável, entre outros.
Amo os filmes de ação com The Rock.

Para relaxar, gosto de uma boa comédia pastelão, incluindo As Branquelas e Os Farofeiros. E como fã incondicional de Paulo Gustavo, sou muito fã de todos os filmes "Minha Mãe é uma Peça".