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A Chegada Final Explicado: O que acontece com a Terra?

"A Chegada" é uma obra que mantém o público intrigado durante todo o filme, e seu final é tão brilhante quanto sua protagonista, Louise.

O filme de ficção científica “A Chegada” (Arrival), dirigido por Denis Villeneuve em 2016, proporciona aos espectadores uma jornada emocionante e surpreendente. Com a talentosa Amy Adams no papel principal, o filme aborda a comunicação com alienígenas e explora como a humanidade reagiria a uma situação tão extraordinária. Apesar de não ter recebido uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, muitos reconheceram a atuação de Adams como merecedora desse reconhecimento.

“A Chegada” ganhou o Oscar de Melhor Som, e sua história fascinante provoca reflexões sobre a coexistência entre seres humanos e alienígenas. Como a professora de linguística Louise Banks, Amy Adams entrega uma performance envolvente e inteligente, carregando todo o filme. O desfecho de “A Chegada” é emocional e impactante, deixando o público imerso em reflexões mesmo após o término dos créditos finais.

O Final Melancólico e Surpreendente de “A Chegada”

O final de “A Chegada” é doce, melancólico e devastador. Diferente de outros filmes de ficção científica da década de 2010, que podem ser considerados exagerados, mas cativantes, “A Chegada” se destaca como uma obra inteligente sobre a humanidade, a comunicação, o enfrentamento dos medos e a visão de futuro. As cenas finais marcam o encerramento da história de amor entre Louise e Ian Donnelly (interpretado por Jeremy Renner). Antes disso, Louise percebe que a coexistência pacífica entre humanos e alienígenas é possível, e ela desempenha um papel fundamental nessa descoberta.

Louise e Ian compartilham o amor que sentem um pelo outro, e Louise tem uma visão do futuro em que eles estarão juntos, terão uma filha chamada Hannah e enfrentarão a dor da perda, já que Hannah falecerá aos 12 anos de idade devido a uma doença incurável. Mesmo sem saber exatamente o que acontecerá, Louise concorda em se relacionar com Ian e construir uma família.

Enquanto Amy Adams é conhecida por suas comédias e também por interpretar Giselle no filme “Encantada” e sua sequência, em “A Chegada” ela demonstra seu talento em qualquer gênero, entregando uma atuação notável na história de ficção científica. “A Chegada” aborda o tropeço da invasão alienígena de maneira inovadora, à medida que Louise encara essa nova espécie como algo compreensível. É crucial destacar que, desde o início, ela não enxerga os alienígenas como uma ameaça, mas sim com compaixão.

A Mudança Radical Provocada pelo Final de “A Chegada”

O final de “A Chegada” altera completamente a perspectiva do filme. No início da trama, Louise está em luto pela morte de sua filha. No entanto, descobrimos que essa dor não se trata de uma memória do passado, mas sim de uma visão do futuro. Essa reviravolta torna “A Chegada” ainda mais atraente e emocional do que se fosse contado de forma linear.

O filme retrata alienígenas pacíficos, e Louise aborda tanto os alienígenas quanto suas visões de Ian e Hannah da mesma maneira. Ela não teme essa outra espécie, mesmo que muitos outros o façam, e segue em frente com confiança e crença em sua capacidade de compreendê-los. Embora o futuro retratado seja triste e alguns possam evitar que se torne realidade, Louise aceita a necessidade de amar Ian e ter uma filha. Essa aceitação revela muito sobre a personagem de Louise, que é uma pessoa inteligente, madura e perspicaz, consciente de que a vida inclui perdas e dificuldades.

A presença de alienígenas não é o único elemento cativante de “A Chegada”. Se o filme não tivesse alienígenas, mas mantivesse a reviravolta envolvendo viagem no tempo, ele funcionaria como um poderoso drama. O cerne da história é o amor que Louise aprende a ter pelos outros. No entanto, o elemento de ficção científica de Louise tentando se comunicar com uma espécie alienígena é o que torna o final tão impactante. Ela é corajosa, confiante em seu caminho e está pronta para enfrentar o futuro, mesmo sabendo que isso trará dor.

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Magui Schneider

Magui Schneider

Bacharel em Psicologia pela Faculdade IENH; especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial pela Universidade Estácio de Sá.

Fã de filmes e séries investigativos, suspense psicológico, comédias, dramas e ação.

Minhas séries favoritas são La Casa de Papel, The Sinner, Sense8, Stranger Things, O Mundo Sombrio de Sabrina, Black Mirror, Lúcifer, Orange Is The New Black, Vis a Vis, Desejo Sombrio, Três Vidas, entre outras.

Já meus filmes favoritos são Jurassik Park, Bird Box, O Limite da Traição, Imperdoável, entre outros.
Amo os filmes de ação com The Rock.

Para relaxar, gosto de uma boa comédia pastelão, incluindo As Branquelas e Os Farofeiros. E como fã incondicional de Paulo Gustavo, sou muito fã de todos os filmes "Minha Mãe é uma Peça".